A IMPRENSA DA RESISTÊNCIA

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Ceice Kameyama

Ceice Kameyama

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ALTERNATIVA

Repórter

“Nós somos uma geração de jornalistas formados no AI-5, na paranóia. Nós somos o medo. Ele escorre por cada linha que escrevemos. E mancha o papel de vergonha.”

Em 1976, o primeiro editorial já dizia a que veio o Repórter. A ideia era levar o tema dos direitos humanos aos trabalhadores da Baixada Fluminense. Para isso, agride, provoca, resvala no sensacionalismo e na escatologia em busca da linguagem das ruas. Narra um cotidiano de violência e miséria. Chega a vender 100 mil exemplares.

Acuado pela censura, perseguido pela polícia e pela extrema-direita, o jornal dirigido por Luiz Alberto Bettancourt vira o fio e perde o rumo. Sem apoio político, extingue-se no início de 1981.